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O Kamasutra Cortês Que Acompanhou A Filipe II Em Seu Leito De Morte

    O Kamasutra Cortês Que Acompanhou A Filipe II Em Seu Leito De Morte 1

    Com um enxergar sedutor, que nos convida a participar da celebração. Sua boca, entreaberta, está com a finalidade de mordiscar um suculento fruto vermelho. O cairemos em tentação? Pois sim. É improvável não fazê-lo. Nada sai sem qualquer custo. O famoso tríptico (pintado entre 1490-1500), que está exposta no Museu do Prado, assim nos adverte com uma primeira e indiscutível leitura moralizante.

    No painel inicial, Adão e Eva ainda se acham livres de pecado no paraíso. A tabela central transporta-nos ao próprio jardim das delícias, com uma humanidade entregue aos prazeres (principalmente sexuais). E no terceiro, chega, como não, o inferno pra com os pecadores sofrendo suas penitências. Até neste local, tudo claro e nada novamente se não fosse por causa de há bem mais. O Bosco criou uma obra hipnótica e mutável.

    Do que não cabe indecisão, é que esta pintura sempre cativou quem se atreveu a observá-la com atenção. Felipe II foi um dos que caiu sob um poderoso influxo. Tanto então foi, que fez divisão de sua coleção pessoal e de imediato em teu leito de morte em El Escorial pediu que passassem a instalarem-se em seus aposentos.

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    Com ela, e rodeado bem como de milhares de relíquias de santos, que havia reunido, o vasto rei pereceu. Vá tortura para o rei se limitou a observá-la ante a idéia do efêmero, da fugacidade dos prazeres em troca da eternidade do inferno.

    Por acaso, José João da Silva Precioso, conservador de pintura do Museu do Prado, nos aprofunda em suas múltiplas leituras. “É uma pintura nova em que momento o vemos”, insiste. Assim, o painel central, que no século XIX foi batizado como o “jardim das delícias”, também poderia representar “o paraíso perdido, o que seria da humanidade se não tivesse havido o pecado original”, revela.

    E falando da enorme mãe, a primeira tabela esconde outras das peculiaridades mais escondidas da obra. Aparece ela. Deus pega ela de pulso e expõe-a a Adão. Para vários, o momento poderá querer dizer a instauração do sacramento do matrimónio.

    Mas realmente compensa encaminhar-se mais distanciado. Embora a cena não é rara, sim, é verdade que o que se costumava representar mais frequentemente era o nascimento de Eva por meio da costela de Adão. E o Bosco pretendia fazê-lo bem. Os estudos da obra foram detectados um arrependimento. Algo mais para cima, onde está a árvore da ciência, o artista tinha desenhado esta cena, que preferiu excluir. E ainda há mais.

    O rosto inicial de Deus era desigual, bem mais barbudo, e olhava fixamente para Adão. Ao término, o trocou por um cara mais próxima da iconografia típica de Jesus e modificou-se também o questão de seus olhos, que passaram a observar o espectador.

    Outro detalhe: Adão aparece com os pés cruzados, como se estivesse apontando para a própria crucificação do salvador. Para cessar de completar o quadrado, outra das curiosidades dessa cena é a árvore que a acolhe. Trata-Se nem mais nem ao menos menos do que o característico drago. O que faz uma árvore canário numa obra flamenga do século XV?

    Pois a resposta está no comércio marítimo. “O Bosco queria representar uma árvore exótica, e o sabia da existência de gravuras da data”, explica Pérez Precioso. Nada de excepcional, inclusive até quando tudo nos pareça. E neste local aparece outro componente revelador. Embora o tríptico nos pareça até mesmo tema pornográfico, o equivalente a filmes X do renascimento, responde o inconfundível afeto cortesão, isto sim, mais percebível do que o tradicional. Ainda não se sabe quem encomendou a obra, poderia tratar-se do proprietário mais velho que se conhece, Henrique de Nassau, filiado destacado de uma família popular por tuas incríveis festas. Mesmo se fala de uma “cama em que cabiam mais de dez pessoas”, detalha o especialista em pintura flamenga.

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